Dog disco…

Discoteca essencial

(Publicado originalmente no Bitsmag em 20 de agosto de 2008)

DJ Pantera e suas relíquias disco

O DJ Marcos Pantera é veterano da noite carioca. Um clubber de carteirinha ele vem freqüentando as pistas da cidade desde os anos 70, na época em que a cidade era uma alegria só e a experimentação reinava na música que bombava nos clubes iluminados e no comportamento das pessoas na era pré-Aids.

De clubber na era mais apoteótica da discoteca Pantera passou a discotecar e, entre outras atividades que exerceu, como hoteleiro e estilista, tocou em lugares antológicos como o clube Ilha dos Mortos, nos anos 80 e no bar Blue Angel, nos anos 90. Hoje Pantera é responsável pelo brechó De Salto Alto, especializado em peças e roupas, principalmente dos anos 70.

Mas o ex-hoteleiro, estilista e dono de brechó nunca deixou de reverenciar a era da disco e hoje é o DJ da festa Na Toca Com Pantera, que rola toda quinta na Fosfobox, no Rio de Janeiro. Sem dúvida os sets de Pantera são resultado de um verdadeiro garimpo musical, sem obviedades da disco mas com preciosidades que só mesmo ouvidos veteranos das pistas vão reconhecer. Os sets de Pantera são absolutamente necessários para quem quer lembrar e para quem quer pesquisar raridades da disco dos anos 70 como Grace Jones, Claudia Barry, El Coco, Gary’s Gang, Cerrone, Coke Escovedo, C.J e CO. Le Chocolat’s, Saulsoul Orchestra e all the Black Rêtro. Rola, claro, um Chic e uma Donna Sommer menos manjada, mas não espere Bee Gees.

A festa Na Toca Com Pantera leva à Fosfobox não só o som da época mas também as imagens. Videoclipes ilustram o set do DJ e filmes antológicos dos anos 70 são exibidos no início da festa. Vai ter coisas do arco da velha como por exemplo Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor, ou All That Jazz, de Bob Fosse. Em algumas edições a festa vai ter presença de DJs de Nu Disco. Na Toca Com Pantera promete ser o espaço mais fidedigno do movimento disco de ontem e de hoje no Rio de Janeiro.

Brechó De Salto Alto
Rua Siqueira Campos, 143, sl.44
Tel: 21-2236-2589

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O coletivo de DJs Horse Meat Disco marcou oficialmente o atual revival da disco music no festival britânico de Glastonbury, em 2008. A tenda disco lembrava uma discoteca novaiorquina dos anos 70 mas daquelas bem underground, com drag queens fazendo as honras da casa e uma fila quilométrica na entrada. Lá dentro uma bola de espelhos gigante, icônica, rodava incessantemente enquanto o povo se acabava ao som das disco divas. No meio da pista um grupo de travestis fazia uma coreografia.

Inspirados pela noite underground novaiorquina dos anos 70, de clubes como o Loft de David Mancuso e o Gallery de Nicky Siano, o coletivo Horse Meat Disco foi formado em 2003 em Londres pelos DJs James Hillard (do Nuphonic) e Jim Stanton, que escrevia para a revista Jockey Slut.  Começaram com pequenas festas na região de Chinatown em Londres e hoje comandam uma festa semanal no espaço Eagle London, em Vauxhall, com a ajuda do DJ Luke Howard, que vem sempre ao Brasil, e Severino, que foi do coletivo CODEX. Esta é a festa mais significativa do revival disco em Londres.

Os organizadores declaram que a Horse Meat Disco é “dedicada à indústria da felicidade” além de uma “festa gay para todo tipo de público”. Na trilha estão os maiores clássicos da disco e ítalo disco, além de novidades como o “punk funk”.

A coletânea Horse Meat Disco III, que acaba de ser lançada neste mês de julho, é a terceira do coletivo. A seleção inclui 80’s boogie, uma tendência bem forte atualmente, o electro, além de faixas remixadas que são resultado de garimpo profundo em preciosidades da era disco.

Além da bem sucedida noite semanal Horse Meat Disco de Londres, que completa em 2011 sete anos, a festa rola regularmente também em Lisboa, no clube Lux e em Berlim, no Tape, além dos festivais Glastonbury e Lovebox. E para marcar o lançamento da terceira coletânia os DJs Horse Meat Disco estão em turnê mundial que passa por Sidney e São Francisco.

Confira abaixo um mix de 35 minutos da coletânea Horse Meat Disco III:

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Flashmob

(Publicado originalmente no Bitsmag em 23 de outubro de 2009)

Vitalic - Flashmob é o novo álbum

Ouça Poison Lips, do novo álbum de Vitalic

A faixa da semana é Poison Lips, do novíssimo álbum do francês Pascal Arbez, também conhecido como Vitalic. A música é Nu-Disco da melhor qualidade e o álbum Flashmob inteirinho está arrancando elogios de críticos das melhores publicações musicais online, como a Residente Advisor .

Ouça Poison Lips:

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Essa tal de Nu-Disco

(Publicado originalmente no Bitsmag em 12 de agosto de 2008)

Mock Toof

Vídeos franceses trazem entrevistas com produtores do gênero

Só se fala em Nu-Disco. Ou neo-disco, Cosmic Disco ou ainda Space Disco. Essa é a música eletrônica, sempre prolífica em criar gêneros e sub-gêneros. O novo estilo tem agitado as pistas dos melhores clubes do mundo mas a influência é antiga e, para muitos, beira o kitsch: a histórica discoteca do Chic e de Giorgio Moroder.

Com a vinda de alguns expoentes do Nu-Disco ao Brasil, como a dupla Mock & Toof, que se apresenta no Rio e em São Paulo esta semana, faz-se necessário entender um pouco mais sobre o gênero mais vintage da electronica.

Confira os vídeos abaixo, produzidos pelos francees do The ArtPack (com legendas em inglês). Eles entrevistam alguns dos produtores mais prolíficos da atualidade no mundo da Nu-Disco: Cosmo Vitelli, Mock & Toof, Aeroplane, Marco Dos Santos, Runaway, Jacques Renault e outros.


The Art Pack – NuDisco 2 (sons of disco)
Carregado por FatCat_Films. – Videos de musica, clipes, entrevista das artistas, shows e muito mais.

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(Publicado originalmente no Bitsmag em  3 de junho de 2008)

Death From Abroad

Conheça os artistas do novo selo da gravadora novaiorquina DFA

E a gravadora novaiorquina DFA que lança, entre outros, o LCD Soundsystem, o The Juan Maclean e o Hercules & Love Affair, organizou um novo selo que se especializa em artistas do mundo todo que fazem principalmente disco, mas também de outros gêneros. O novo selo chama-se DFAbroad, de Death From Abroad, a DFA do mundo.

O selo foi criado para abrigar artistas de fora dos Estados Unidos. Jonathan Galkin e Justin Miller são os responsáveis pelo DFAbroad que foi criado também para oferecer uma estrutura mais enxuta para negociar com os artistas, todos novos e que, a partir do apoio do selo, podem conseguir mais trabalhos como DJs e produtores e também um contrato com uma gravadora maior.

Os lançamentos da DFAbroad são principalmente em vinyl de 12 polegadas e downloads do iTunes.  Em CD o selo acaba de lançar uma coletânea disco do selo alemão Supersoul Recordings, chamada Nobody Knows Anything. As faixas da coletânea, que é dupla, reúne lançamentos em vinyl e downloads do selo alemão que foram lançados durante seus dois anos de existência. Tem vários tipos de electronica, entre Italo Disco, Electro, Chicago House, Detroit Techno e Krautrock.

O primeiro single lançado pelo DFAbroad foi K-Choppers, do projeto britânico disco Mock & Toof, que chegou à DFA enviando sua música pelo site da gravadora. Assim que o povo da DFA ouviu o som do Mock & Toof, pediram a eles para fazerem remixes de Juan MacLean e Hot Chip. Além desses artistas da DFA o Mock & Toof fez remixes para o Scissor Sisters e muitos outros.

Um outro lançamento bem dançante da DFAbroad é do Gucci Soundsystem, de Riton e Ben Fat Trucker, que já fez remixes para Tiefschwarz e Soulwax e lançou produções suas em selos como Output, DJ Gigolo, Get Physical e City Rockers. Na verdade este single já tinha sido lançado no Reino Unido, pelo selo Bugged Out!, em edição limitada. O remix lancado pela DFAbroad foi produzido pelo DJ e produtor francês Joakim.

E para mostrar para mostrar o experimentalismo do DFAbroad, o outro lançamento do selo é de psychedelica, do produtor japonês Altz. No mesmo 12 polegadas tem ainda uma faixa de Yoshimi from Boredoms e uma outra do The Idjut Boys, que fazem dub disco.

Na seqüência vem um single do projeto Frenchmen Bot’Ox, de Cosmo Vitelli e Juliaen Briffaz.

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Confira set bem inspirado do antológico DJ paulista Renato Lopes:

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Downtown Party Network

Eles vêm da Lituânia e já são favoritos aqui no Bitsmag. Ouça o novo mixtape dos meninos da dupla Downtown Party Network. O negócio deles é disco e nu disco e eles fazem parte do selo Eskimo Records.

Downtown Party Network – LBF.fm mix by Downtown Party Network

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bitsessions-bits1

Rodrigo Portugal

Veja como foi a edição disco da primeira Bits Sessions de 2010

O DJ Renato Cohen veio mais uma vez ao Rio, desta vez para a edição disco da festa Bits Sessions. A pista quem abriu foi a lenda viva da electronica carioca, o DJ JR Mahr que presenteou o povo com um set lindíssimo, recheado de referências de várias décadas de música dance. Um dos maiores conhecedores de música de pista no Brasil, Zé Roberto deixou o campo confortável para que Renato pudesse mostrar as novidades que trouxe da última viagem a Londres.

A pista ferveu, o público urrou e, novamente, ficou aquele gostinho de quero mais que, logo logo, vai ser saciado na próxima Bits Sessions Disco Nights.
No andar de cima os meninos do blog Orelha, Antonio Kvalo, Gibran Teixeira e Thiago Jatobá mandaram o que há de melhor na nova música, com tudo que eles gostam e escrevem no blog que é parceiro aqui do Bitsmag.

Confira imagens da primeira Bits Sessions de 2010:

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(Publicado originalmente no Bitsmag em 15 de maio de 2009)

Downtown Party Network

Downtown Party Network vem da Lituânia trazendo hits disco da melhor qualidade

O duo Downtown Party Network vem da Lituânia, um minúsculo país no norte da Europa. O selo do povo do The Glimmers, Eskimo Records, lançou o EP Days Like These no início de 2009 e é um hit inquestionável. Vem com duas versões de Days Like These, uma instrumental e outra vocal, além da faixa Into Your Face. Não é por acaso que já estão fazendo remixes para gente graúda, como a inevitável Lady Gaga.

Days Like These é disco music da melhor qualidade, portanto ouça:

Downtown Party Network – Days Like These (Vocal) by laceytaylor

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(Publicado originalmente no Bitsmag em 22 de fevereiro de 2010)

Death Metal Disco Scene

Ouça o remix do Death Metal Disco Scene para o novo single do Gorillaz

Eles remixaram muita gente boa da música pop atual como Bat For Lashes, Kylie e o Miami Horror. Agora é a vez do Gorillaz ter seu novo single remixado por David J Billing do duo Death Metal Disco Scene. É nu disco com gostinho de eletrônica dos anos 80.

Ouça o remix de Stylo por Death Metal Disco Scene:

GORILLAZ – STYLO (DEATH METAL DISCO SCENE REMIX) by deathmetaldiscoscene

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Disco Boy!

Disco Boy!

Originally posted 2010-09-28 21:45:38. Republished by Blog Post Promoter

Disco is back!

Studio 54 - a mais famosa discoteca dos anos 70

E a disco está de volta! Foi a época mais feliz, desencanada, fértil, experimental, comercial e surpreendente da era do entretenimento nas pistas de dança. Surgiu nos guetos dos subúrbios de Nova Iorque e Filadélfia e, rapidamente, se alastrou pelo mundo nos anos 70. Durou pouco, tal foi o sucesso e a massificação do gênero. Voltou pro underground nos anos 80, foi por muitos massacrada, alvo inclusive de um levante em Chicago, o lendário Disco Demolition Night, que aconteceu em julho de 1979. O levante, chefiado por um locutor de rádio que odiava o gênero da discoteca, aconteceu durante um jogo de beisebol, no estádio Comiskey Park. No meio do estádio centenas de roqueiros desiludidos queimaram discos de Chic, Abba, KC and the Sunshine Band, Bee Gees e Giorgio Moroder entre outros.

A decadência prematura da discoteca no início dos anos 80 não impediu que vários artistas continuassem bebendo na fonte do gênero que inseriu a música eletrônica definitivamente no coração da música pop, principalmente através do trabalho de Giorgio Moroder. Madonna é, talvez, um dos nomes que surgiram nos anos 80 que mais deve  à discoteca.

Nile Rodgers, do Chic, produziu inúmeros sucessos dos anos 80, sempre conferindo seu balanço e o groove característicos da disco em suas produções. Larry Levan continuou produzindo disco e discotecando no clube underground mais lendário dos anos 80, o Paradise Garage de Nova Iorque.

A disco permaneceu sempre no coração da música dance e é a matriz de tudo que se faz hoje em termos de música para as pistas de dança. A house é seu maior sub produto.

A partir da segunda metade dos anos 2000 a nu-disco passou a retomar os preceitos da disco dos anos 70, renovando a dance music mundial e gerando diversos novos artistas que reverenciam os grandes ícones da old disco e produzem o novo som das pistas da atualidade.

Este blog é dedicado à velha e à nova discoteca!

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Nova compilação de Dimitri From Paris remonta ao nascimento da disco na Filadélfia – ouça o mixtape com trechos do lançamento

Dimitri From Paris, o DJ francês que é sinônimo de house music, agora tenta angariar para si a alcunha de embaixador da disco da Filadélfia. A nova compilação do DJ e produtor, Get Down With The Philly Sound, é a primeira a documentar o nascimento da disco music na Filadélfia e o trabalho de músicos envolvidos em inúmeros sucessos originários da cena musical dessa cidade americana onde a gravadora Philladelphia International fez história. Hits de gente como Harold Melvin & The Blue Notes, Teddy Pendergrass, The Trammps e o The Jackson 5 fazem parte do CD duplo cujos remixes já estão nos cases de DJs como Ashley Beedle, que esteve no Brasil em maio.

Get Down With The Philly Sound sai pelo selo BBE Records este mês. Este tributo aos criadores da disco music vem em forma de um CD duplo e vários lançamentos em vinyl com os remixes de Dimitri From Paris. O lançamento prevê ainda remixes de Francois Kevorkian, John Morales e Tom Moulton.

A seleção de Dimitri no CD nº1 mostra a evolução do groove da disco com faixas originais de Harold Melvin & The Blue Notes, Jackson 5 e Teddy Pendergrass, considerado a versão da Philladelphia International para Marvin Gaye, artista da Motown. Pendergrass, que faleceu recentemente, foi o primeiro artista negro a lançar cinco álbuns de platina consecutivos nos Estados Unidos. É a primeira vez que os fundadores da gravadora Philadelphia International Records permitem que se tenha acesso às gravações originais de clássicos como The Love I Lost e Bad Luck.

O CD nº 2 traz remixes de Dimitri para as faixas originais. Para o lançamento de Get Down With The Philly Sound Dimitri From Paris produziu um vídeo de 20 minutos com entrevistas e um apanhado do que foi a cena musical da Filadéfia nos anos 70. A cidade é tida como berço da disco music. Os produtores Gamble e Huff, fundadores da gravadora Philadelphia International Records, criaram um som que evoluiu de arranjos da soul music do final dos anos 60, para um estilo que definiu a disco music. A antológica The Love I Lost, de Harold Melvin & The Blue Notes, gravada no estúdio Sigma Sound em 1973, pode ser considerada a faixa que estourou a disco no mundo e se tornou padrão do estilo.

O engenheiro de som Joe Tarsia foi o fundador do estúdio Sigma Sound em 1968 e foi ali que praticamente todos os hits das gravadoras Philadelphia International, Salsoul, Philly World, Gold Mind e Atlantic foram produzidos, mantendo assim as características primordiais do som da Filadélfia. Na época era um dos únicos estúdios dos Estados Unidos a oferecer gravação em 24 canais. O Sigma Sound era tão conceituado que estrelas da música na época o escolhiam para gravar seus discos. Foi ali que David Bowie gravou Young Americans, por exemplo.

Em 1975 a gravadora Philadelphia International e os estilos musicais oriundos da cidade, Philadelphia soul e disco, estavam eclipsando o som da Motown que imperou nos anos 60 e na primeira metade dos anos 70. Gamble e Huff se tornaram os produtores mais procurados da época com cerca de 200 gravações que chegaram a patamares de vendagem de ouro e platina.

Get Down With The Philly Sound é um lançamento absolutamente necessário e extremamente importante que traz aos novos ouvintes da disco music um pouco da história do gênero que define a dance music moderna e toda a música de pista pós anos 70. Todo DJ e produtor desde então foi influenciado de alguma forma pelo som da Filadélfia.

Ouça um mixtape de Dimitri From Paris com pequenos trechos de seus remixes do som primordial da disco da Filadélfia.

Dimitri From Paris-35 mn of Philly Sound PROMO by beth-ferreira

Originally posted 2010-09-15 21:41:20. Republished by Blog Post Promoter

(Publicado originalmente no Bitsmag em 22 de fevereiro de 2008)

Daniel Wang

“Daniel Wang é uma grande influência para mim. Ele mudou minha vida”. Ninguém menos que James Murphy, do LCD Soundsystem, fez tal declaração para a influente revista londrina Fact Magazine. Daniel Wang, sino-americano de 30 e poucos anos, é talvez um dos grandes responsáveis pelo retorno da disco.

Wang é entretenimento puro: rei da disco clássica, debochado, exímio instrumentista – para a ocasião Daniel tocará seu theremin, o primeiro instrumento eletrônico no mundo, criado em 1911, em uma apresentação ainda inédita em pistas globais. Colecionador compulsivo, dono de um dos maiores acervos mundiais de discos de vinyl, com muito electro clássico e ítalo, sua compulsão é refletida em seus sets, que passeiam pela disco mais animada, daquela que não deixa ninguém parado, misturada com raridades de época e versões obscuras – antes de música pra dançar, é uma lição sobre as bases da música eletrônica. Wang, DJ e produtor californiano, é um erudito: estudou psicologia e literatura, mas descobriu o que queria fazer trabalhando numa loja de discos e sintetizadores valvulados.

Synths quentes, batidas lo-fi, épicas paisagens sonoras. Bons hits de pista fazem parte do currículo do DJ como Rings of Saturn e 24 to Vector Z (de seu álbum-compilação Idealism), Pistol Odero e Berlin Sunrise, retrato charmoso da cidade que o chino-americano adotou há poucos anos, Daniel Wang é referência para muito marmanjo por aí.

Ouça a faixa Like Some Dream I Can’t Stop Dreaming:

Daniel Wang – Like Some Dream I Can’t Stop Dreaming (Sparkledit) by sparkletone

Originally posted 2010-09-15 13:06:08. Republished by Blog Post Promoter

Leo Belicha e Monica Soldan

Festa badalada de Londres é organizada pelo promoter e estilista brasileiro Leo Belicha

Fotos: Christopher James – site We Know What You Did Last Night

A Caligula é a festa do momento em Londres. O brasileiro Leo Belicha é um dos fundadores do evento, ao lado do DJ, produtor e promoter Jim Warboy. Além de Belicha o Brasil fica representado na festa fashionista londrina através da DJ residente Monica Soldan que, na última sexta, 13 de agosto, dividiu as picapes com outro brasileiro: Renato Cohen.

A festa existe há cerca de um ano e acaba de se mudar para a Basin House, espaço em Shoreditch, na região leste de Londres. No início a festa acontecia num trailer e o grupo que organiza a Caligula também fez edições especiais para o “after show” do desfile de Basso&Brooke. Ficou a cargo dos organizadores da Caligula a recepção de comemoração de 25 anos da London Fashion Week, do British Fashion Council.

Nas picapes o que rola é disco e house e entre os DJs, além da residente Monica Soldan, Andy Blake consuma tocar regularmente, ele que foi o diretor do cultuado selo Dissident e esteve no Brasil em fevereiro. Reverenciada pela imprensa como “uma das festas fashion mais legais de Londres”, pela Vogue inglesa e “a resposta de Londres ao Studio 54”, pela MTV, a Caligula realmente está fazendo sucesso na noite britânica.

Quem deu as caras por lá na sexta, 13 de agosto foi a cantora Björk que dançou ensandecida durante o set de Renato Cohen.

O host residente, Andre J., é uma atração à parte. Seu look inigualável tem inspiração nas drags maravilhosas dos anos dourados dos club kids novaiorquinos, no entanto Andre cultiva uma barba. Capa da Vogue francesa, Andre faz participações em vários programas de TV britânicos e se apresenta na própria Caligula fazendo performances e cantando.

A Caligula acontece toda sexta em Londres no seguinte endereço: Basing House – 25 Kingsland Road, E2 8AA

Veja abaixo fotos de várias noites da Caligula:

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(Publicado originalmente no Bitsmag em 26 de fevereiro de 2008)

Daniel Wang na Fase 2

Foi o maior sucesso o set do DJ Daniel Wang na última festa FASE 2. O evento bombou mais uma vez o espaço das Casas Franklin, no centro do Rio. Foi muita disco music revisitada e remixada. Daniel Wang pulava, se contorcia e parecia se divertir mais que o público, se é que isso era possível. Muitos DJs da cidade estavam lá, ouvindo o som que já angariou vários adeptos nas pistas internacionais, como o americano Moby.

A FASE 2 terminou e ainda não se tem notícias concretas de que o grupo que produz a festa, os promoters da Moo e os responsáveis pelos clubes Vegas e D-Edge de S.Paulo, estejam abrindo um clube no Rio de Janeiro. Segundo Renato Ratier, DJ e dono do clube D-Edge, eles ainda não acharam um lugar definitivo para montar o clube carioca.

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Moo – 5 anos

(Publicado originalmente no Bitsmag em 29 de dezembro de 2009)

Pete Herbert na festa de 5 anos da Moo, no MAM/RJ

O britânico Pete Herbert foi o convidado especial da comemoração de 5 anos da festa carioca MOO

A festa carioca Moo comemorou 5 anos de existência no último 27 de dezembro no MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A festa aconteceu num domingo, com horário vespertino marcado para as 17 horas mas, mesmo assim, rolou até 4 da madrugada. Bruno Guinle, Diogo Reis e Eduardo Christoph, produtores da Moo, convidaram o britânico Pete Herbert, do Projeto 68, para encerrar a edição comemorativa da festa. Quem abriu foi a dupla Gustavo MM e Badenov, da festa Combo. Maurício Lopes, ídolo das pistas cariocas, também fez parte do lineup.

Pete Herbert é mais um dos vários expoentes da disco que a Moo tem trazido com exclusividade ao Rio e seus sets passeiam por nuances da nova música eletrônica como leftfield disco, house, ítalo, dub e funk. Produtor e DJ Herbert é também conhecido pelo projeto Reverso 68, parceria com o produtor Phil Mison, ou LSB. Vários selos já lançaram produções de Pete Herbert como Eskimo e Music for Dreams, além dos selos próprios Superdiscoteca e Specialist Interests.

Na Moo Herbert deliciou o público num set elegante, vibrante e que fez todo mundo dançar. E para quem ainda tem suas dúvidas sobre a disco, saiba que o público se jogou muito nos sets de Diogo Reis, Eduardo Christoph e Pete Herbert, além do veterano da noite carioca, Maurício Lopes.

A produção mais uma vez foi primorosa, uma marca registrada da Moo que desta vez teve bar a cargo do Meza e quitutes da Taqueria Guadalupe que tem receitas criadas por Checho Gonzales. Para quem queria dar uma trégua no calor senegalês que fazia na festa, a Moo preparou um lounge com um ar condicionado poderoso onde se podia sentar nos pufes e dar uma circulada pelos bares.

A Moo é a prova de que é possível sim produzir no Rio de Janeiro um evento com qualidade e apostando no que há de melhor e mais novo na música de pista, sem fazer concessões artísticas.

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O som da Filadélfia

Harold Melvin and the Blue Notes

Documentário mostra o nascimento da disco music – veja Get Down With The Philly Sound na íntegra

Para o lançamento da já antológica compilação Get Down With the Philly Sound Dimitri From Paris produziu um documentário, totalmente disponível na internet, contando as origens da disco music. O filme mostra os criadore da disco e do som da Filadélfia. Joe Tarsia, fundador do estúdio Sigma Sound, é um dos entrevistados ao lado dos músicos Earl Young do grupo Baker, Harris, Young Rhythm Section.

Confira:

Dimitri from Paris presents “Get Down With The Philly Sound” from BBE Music on Vimeo.

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(Publicado originalmente no Bitsmag em 25 de janeiro de 2010)

Andy Blake

Dono do selo Dissident tocou no Rio e em São Paulo – leia entrevista e ouça o set do DJ que rolou na festa do Bitsmag em fevereiro

O britânico Andy Blake, DJ, dono do respeitadíssimo e cultuado selo Dissident, é o convidado internacional em fevereiro da festa Comiskey Park de Renato Cohen, no clube Hot Hot. Andy e Renato se apresentaram também no Rio, na festa Clap!, dia 4 de fevereiro.

O selo Dissident, de Andy Blake, em seus dois anos de existência, lançou cerca de 60 artistas de nu disco, balearic e cosmic e também de outros estilos musicais. Completamente avesso ao MP3, Blake trabalhou com vinyl principalmente, lançando também algumas coletâneas em CD. Com a reputação de se manter elusivo, o selo Dissident em tão pouco tempo de existência, se tornou antológico, como um acervo de boa música, difícil de encontrar. O DJ é um dos preferidos numa cena vibrante que se forma agora em Londres e na Europa em geral, com uma variedade enorme de pequenas festas e clubes underground, onde a nova música das pistas tem se revelado.

Andy Blake respondeu algumas perguntas do Bitsmag:

Bitsmag: Existe uma nova cena noturna em Londres, vibrante, com vários espaços underground. Fale um pouco sobre essas festas onde você tem tocado recentemente.

Andy Blake: Ultimamente tenho tocado mais na Europa do que em Londres especificamente, e tenho sorte de poder tocar em festas bem legais e com um perfil musical variado. Acabo de voltar da Escandinávia onde toquei numa noite techno e house no Villa, em Oslo, com meu amigo Oyvind Morken, um DJ norueguês brilhante que dirige o selo Luna Flicks. A festa bombou e a pista ferveu até o final. Na noite seguinte toquei um long set de quatro horas numa noite chamada Rimini, num DJ bar famoso chamado Tranam, em Estocolmo.

No momento minhas festas favoritas em Londres são a minha própria noite, a World Unknown, onde tocamos new beat, dark euro, synth wave e pós punk, além de uma noite semanal, chamada Calígula. Toquei lá algumas semanas atrás e foi muito divertido, com uma vibe brilhante de festa. Toquei todo tipo de coisa, do house ao techno, do disco às faixas afro, além de euro synth pop, e o público é ótimo, uma mistura de gente da noite, modelos, travestis, club kids e o lendário “homem pelado de Londres” – ele não fica completamente pelado na verdade, já que ele fica de sapatos…

Bitsmag: Porque você resolveu fundar o selo Dissident?

Andy Blake: Pela mais simples das razões: meus amigos estavam fazendo ótimas músicas e eu queria lançá-las.

Bitsmag: Porque você nunca lançou faixas em formato digital pelo selo Dissident?

Andy Blake: Na verdade eu não gosto de MP3. Acho que o som fica frio e sem qualidade quando tocado em sistemas grandes de som. E acho que os downloads são nocivos de várias formas para a cultura da música em geral. Sei que as coisas mudaram muito recentemente, mas o download digital acabou com uma coisa muito legal que era o hábito das pessoas de irem às lojas de discos para procurar música nova, prática que tem um efeito tão positivo e evolutivo de tantas formas diferentes. Talvez o pêndulo balance novamente para o outro lado, fico com os dedos cruzados para que isso aconteça.

Bitsmag: Tinha um estilo musical específico que você queria trabalhar no Dissident?

Andy Blake: Não havia. Tenho um gosto musical bastante abrangente e aberto, então qualquer tipo de música pode ser o próximo lançamento. No entanto o selo parece que desenvolveu um som, um tipo de vibe de certa forma pesada e ao mesmo tempo ambiente de electronica análoga, com momentos ocasionais mais leves. É engraçado que as pessoas vêm o Dissident como um selo disco, quando na verdade é mais uma coisa freestyle techno. Era estranho ver as pessoas nas lojas descrevendo faixas pesadas de techno como um tipo de disco em mutação, quando na verdade não tinha nada a ver com disco.

Bitsmag: Como você comercializava seus lançamentos?

Andy Blake: Tudo que eu fazia era avisar as lojas e distribuidores sobre os novos lançamentos e o resto acontecia naturalmente.

Bitsmag: Você produz música ou toca instrumentos?

Andy Blake: Sim, eu produzo minha própria música com amigos. Tenho um estúdio análogo onde crio música sem computadores, usando sequenciadores para controlar tudo. Não toco instrumentos no sentido tradicional, eu programo sequências e ritmos em meus vários sintetizadores e baterias eletrônicas, e trabalho na mesa num estilo live techno/dub. Eu gosto do ar de caos potencial e de improvisação espontânea que surge desso modo de trabalhar.

Bitsmag: Seu selo é conhecido (e respeitado) por DJs brasileiros e nós estamos do outro lado do Atlântico. Como você acha que conseguiu isso, já que você não se preocupou muito com práticas tradicionais de marketing?

Andy Blake: Sempre achei que nossa música ia achar seu caminho até as pessoas que quisessem ouví-la e estavam dispostas a fazer um mínimo de esforço para achá-la. É legal ver as coisas acontecerem dessa maneira.

Bitsmag: Quais são os lançamentos mais procurados do selo Dissident?

Andy Blake: Você precisa checar no Discogs para ver qual é o mais caro no momento, e isso muda o tempo todo. O engraçado foi ver que alguns dos lançamentos que ficaram mais populares, vendo em retrospecto, foram os que vendiam menos quando acabavam de sair.

Bitsmag: Você tem alguma idéia da nossa vida noturna aqui no Brasil?

Andy Blake: O que eu sei é que as pessoas que conheço do Brasil, e meus amigos DJs que já tocaram em clubes brasileiros, todos dizem que os clubbers são bastante abertos em relação à música e se divertem muito nas festas e isso parece absolutamente perfeito pra mim.

Ouça o set de Andy Blake da festa do Bitsmag, em fevereiro:

Festa do Bitsmag – fevereiro 2009 – DJ Andy Blake – Dissident by beth-ferreira

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(Publicado originalmente no Bitsmag em 8 de maio de 2008)

Jacques Renault

Conheça o DJ Jacques Renault, considerado DJ do ano pela revista novaiorquina Paper

Nos últimos cinco anos o produtor e DJ Jacques Renault tem tocado como residente em alguns lugares em alta no momento, como o Happy Endings e o Tribeca Grand. Mais um da cria do selo DFA Renault tem uma festa no 205 Club onde recebe vários expoentes da onda da disco.

Além de seu trabalho como produtor ele mantém um coletivo chamado Runaway e lança faixas por selos de ítalo disco pelo mundo como Italians Do It Better, Editions Disco e Wurst Edits. Em breve ele deve lançar pelos selos Chinatown, de Brennan Green e I’m A Cliché Label, de Cosmo Vitelli.

Apesar do nome francês Jacques Renault nasceu em Washington e morou em Chicago por muitos anos. Estudou música clássica mas enveredou para a música eletrônica e já foi até DJ de drum’n bass. Em N.York desde 2002 Jacques vem se especializando em disco.

Ouça a faixa do mais novo EP de Jacques Renault, Magic Games:

Jacques Renault – Magic Games by Nomaglive

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Renato Cohen

Bits Sessions: Renato Cohen arrasou na primeira festa do Bitsmag em 2010 – ouça o set do DJ de 4 de fevereiro de 2010

Renato Cohen veio ao Rio em fevereiro trazendo a programação de sua festa mensal em São Paulo, a Comiskey Park, que acontece no novíssimo clube Hot Hot. O britânico Andy Blake, DJ e dono do respeitadíssimo e cultuado selo Dissident, foi o convidado internacional.

Após décadas no limbo da música dance, discriminada e muitas vezes até ridicularizada, a disco music passa por um renascimento, tornando-se matriz e objeto de culto de DJs e produtores que têm se interessado em beber dessa fonte e criar a disco music do novo milênio. Nesse grupo está Renato Cohen, DJ e produtor brasileiro que ficou conhecido mundialmente com o single Pontapé, lançado pelo selo Intec, de Carl Cox.

A primeira Bits Sessions de 2010 rolou no 00, dia 4 de fevereiro – ouça o set de Renato Cohen:

Renato Cohen – Festa Disco Bitsmag no 00 – 04/02/2010 by beth-ferreira

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